E eu posso até acordar amanhã e não estar mais viva - se é que se acorda, quando não se está mais viva..-
e tenho medo de estar passando pela rua e num acidente tudo acabar.
mas me assusta muito mais viver, viver me dói a alma e os dentes
viver me dá dores nas costas.
eu tenho muito mais medo daquilo que chamam de "o resto da sua vida".
19.8.08
18.8.08
O retorno de saturno
- dizem que ele morreu com dois tiros na cabeça, no dia do retorno de saturno. E ele odiava astrologia.
- Eu nunca penso nisso...
- Em tiros?
- Não, em saturno.
- Eu sempre fico pensando nisso.
- Em saturno?
- Não, em tiros.
- Por quê?
- Porque eu penso em tiros?
- Não, porque você nunca pensa em saturno.
- Eu penso, às vezes. Por causa dos anéis. Acho bonito. Sabe, aquele planeta amarelo-alaranjado e os anéis... Acho muito bonito. E você?
- O que eu acho dos anéis?
- Não. Por que você nunca pensa em saturno.
- Eu penso. Quando me perguntam qual é meu planeta predileto eu respondo saturno. Talvez porque eu nunca lembre de nenhum outro planeta pra falar. Gostava de Plutão, por causa do nome: plu-tão. Me parecia qualquer coisa engraçada que fazia rir. E eu sempre preciso de coisas que façam rir. Agora Plutão foi rebaixado, não pode mais responder isso. Mas pra pensar em saturno precisa de um estímulo. Não é espontâneo como pensar em tiros. Gosto de Vênus, mas Vênus sempre me parece mais uma estrela.
- Por quê?
- Porque Vênus me parece mais uma estrela?
- Não. Por que você pensa mais facilmente em tiros.
- Porque tiros me lembram morte e quando se está vivo fatalmente se lembra de morte. Todo começo pressupõe um fim.
- Como assim?
- Como todo começo pressupõe um fim?
- Não, como você interliga tiros e morte. Você acha interessante?
- Acho.
- A morte, ou os tiros?
- Os tiros que antecedem a morte.
- Só os tiros que antecedem a morte?
- Só. Se você vive depois de um tiro é algum tipo de milagre, de descontinuação. Me interesso mais pelas coisas que seguem uma certa lógica.
- Por que isso?
- Porque eu prefiro coisas que seguem uma certa lógica?
- Não. Por que você só se interessa por tiros que antecedem a morte.
- Porque é rápido e simples. Um projétil estranho adentra o seu corpo e estoura suas veias, explode seu frágil corpo e jorra sangue por todos os lados, sem parar. Não importa se você era uma pessoa forte ou qualquer coisa. A bala perfura seus órgãos e em alguns segundos é só sangue e uma dor insuportável, um grito e o alívio. É como dormir, só que pra sempre.
- As crianças costumam dormir depois de chorarem. Talvez elas queiram sentir o alívio.
- Os depressivos dormem para esquecer a dor de estar vivo.
- Dizem que a morte é o alívio para dor de viver.
- Você acredita nisso?
- Que a morte é o alívio pra dor de viver?
- Não, que viver dói.
- às vezes. É mais ou menos como pensar em saturno. Só penso nisso quando me perguntam. Não é como pensar em morte, ou em tiros.
- por que?
- Porque eu nunca penso se viver dói?
- Não. Por que você pensa em morte e tiros.
- Não é pelo mesmo motivo que você. Eu só penso em morte e tiros porque tenho medo. Medo que aconteça comigo. Medo que um dia eu esteja andando na rua e um projétil estranho adentre as minhas víceras e depois de uma perfuração rápida e muito sangue, uma dor insuportável, um grito e o alívio.
- Todo mundo que vive tem medo de morrer.
- Você também?
- Também. Mas tenho bastante medo de estar viva.
- Tenho mais medo de levar um tiro e morrer. Por mais que seja rápido e simples. Mas e você?
- Se eu tenho medo de levar um tiro?
- Não. Se você acha que a vida dói.
- Continuamente.
- E você pensa nisso?
- Não.
- E como você sente que dói?
- Eu não sinto. Eu sei. É como uma dor crônica. Depois que dói todos os dias você esquece da dor. Mas você sabe que está doendo. É como dores crônicas nas costas, ou um casamento falido. Você se acostuma a viver com isso. Mas sabe que dói.
- E você nunca sente?
- Quase ninguém sente. Porque você acha que as pessoas estão sempre correndo o tempo todo?
- Por causa da dor?
- Pra não sentir.
- Sempre?
- Sempre. Você sente a dor quando está só você e você mesmo. Sabe, aquela hora que você acorda no meio da noite, ou o breve caminho do ponto de ônibus até em casa, quando seus pensamentos roubam seus monstros mais escondidos e colocam pra fora. É aí que dói. Não tem como evitar.
- Você faz isso?
- Se ocupar?
- Não, ficar só você e você mesma.
- Só quando eu não posso evitar.
- E se acontecer?
- Eu penso no alívio.
- Os tiros?
- Não. Dormir.
[ To be continued...
Isso ainda vira uma história total, um livro, um filme, ou o que eu inventar e me permitirem. Só a prévia. ]
- Eu nunca penso nisso...
- Em tiros?
- Não, em saturno.
- Eu sempre fico pensando nisso.
- Em saturno?
- Não, em tiros.
- Por quê?
- Porque eu penso em tiros?
- Não, porque você nunca pensa em saturno.
- Eu penso, às vezes. Por causa dos anéis. Acho bonito. Sabe, aquele planeta amarelo-alaranjado e os anéis... Acho muito bonito. E você?
- O que eu acho dos anéis?
- Não. Por que você nunca pensa em saturno.
- Eu penso. Quando me perguntam qual é meu planeta predileto eu respondo saturno. Talvez porque eu nunca lembre de nenhum outro planeta pra falar. Gostava de Plutão, por causa do nome: plu-tão. Me parecia qualquer coisa engraçada que fazia rir. E eu sempre preciso de coisas que façam rir. Agora Plutão foi rebaixado, não pode mais responder isso. Mas pra pensar em saturno precisa de um estímulo. Não é espontâneo como pensar em tiros. Gosto de Vênus, mas Vênus sempre me parece mais uma estrela.
- Por quê?
- Porque Vênus me parece mais uma estrela?
- Não. Por que você pensa mais facilmente em tiros.
- Porque tiros me lembram morte e quando se está vivo fatalmente se lembra de morte. Todo começo pressupõe um fim.
- Como assim?
- Como todo começo pressupõe um fim?
- Não, como você interliga tiros e morte. Você acha interessante?
- Acho.
- A morte, ou os tiros?
- Os tiros que antecedem a morte.
- Só os tiros que antecedem a morte?
- Só. Se você vive depois de um tiro é algum tipo de milagre, de descontinuação. Me interesso mais pelas coisas que seguem uma certa lógica.
- Por que isso?
- Porque eu prefiro coisas que seguem uma certa lógica?
- Não. Por que você só se interessa por tiros que antecedem a morte.
- Porque é rápido e simples. Um projétil estranho adentra o seu corpo e estoura suas veias, explode seu frágil corpo e jorra sangue por todos os lados, sem parar. Não importa se você era uma pessoa forte ou qualquer coisa. A bala perfura seus órgãos e em alguns segundos é só sangue e uma dor insuportável, um grito e o alívio. É como dormir, só que pra sempre.
- As crianças costumam dormir depois de chorarem. Talvez elas queiram sentir o alívio.
- Os depressivos dormem para esquecer a dor de estar vivo.
- Dizem que a morte é o alívio para dor de viver.
- Você acredita nisso?
- Que a morte é o alívio pra dor de viver?
- Não, que viver dói.
- às vezes. É mais ou menos como pensar em saturno. Só penso nisso quando me perguntam. Não é como pensar em morte, ou em tiros.
- por que?
- Porque eu nunca penso se viver dói?
- Não. Por que você pensa em morte e tiros.
- Não é pelo mesmo motivo que você. Eu só penso em morte e tiros porque tenho medo. Medo que aconteça comigo. Medo que um dia eu esteja andando na rua e um projétil estranho adentre as minhas víceras e depois de uma perfuração rápida e muito sangue, uma dor insuportável, um grito e o alívio.
- Todo mundo que vive tem medo de morrer.
- Você também?
- Também. Mas tenho bastante medo de estar viva.
- Tenho mais medo de levar um tiro e morrer. Por mais que seja rápido e simples. Mas e você?
- Se eu tenho medo de levar um tiro?
- Não. Se você acha que a vida dói.
- Continuamente.
- E você pensa nisso?
- Não.
- E como você sente que dói?
- Eu não sinto. Eu sei. É como uma dor crônica. Depois que dói todos os dias você esquece da dor. Mas você sabe que está doendo. É como dores crônicas nas costas, ou um casamento falido. Você se acostuma a viver com isso. Mas sabe que dói.
- E você nunca sente?
- Quase ninguém sente. Porque você acha que as pessoas estão sempre correndo o tempo todo?
- Por causa da dor?
- Pra não sentir.
- Sempre?
- Sempre. Você sente a dor quando está só você e você mesmo. Sabe, aquela hora que você acorda no meio da noite, ou o breve caminho do ponto de ônibus até em casa, quando seus pensamentos roubam seus monstros mais escondidos e colocam pra fora. É aí que dói. Não tem como evitar.
- Você faz isso?
- Se ocupar?
- Não, ficar só você e você mesma.
- Só quando eu não posso evitar.
- E se acontecer?
- Eu penso no alívio.
- Os tiros?
- Não. Dormir.
[ To be continued...
Isso ainda vira uma história total, um livro, um filme, ou o que eu inventar e me permitirem. Só a prévia. ]
15.8.08
Eu não aguento mais esperar
Por intervalos comerciais e (principalmente) pelo resto todo.
Dá licença, fui pegar um chá com bolachas de chocolate e já volto aqui pra botar meus pensamentos em ordem antes que meus olhos fechem.
Não creio que cafeína continue fazendo qualquer efeito. Meus olhos teimam em fechar assim mesmo. Depois do experimento " fique dias sem dormir" era meio natural que eu acabasse acabada e errando continuamente as letras desse teclado maldito. Mas eu acho que estou aqui pra falar de cansaço e espera. Eu acho, porque desde que eu nasci eu não tenho certeza de nada. nadinha. nunca.
Os intervalos comerciais tem me irritado profundamente. Eu não aguento mais esperar os cinco minutos, ou três, ou alguém sabe quanto dura o intervalo comercial? que demora pra recomeçar o meu programa. zapeio a tv continuamente em busca de qualquer coisa que não seja o intervalo comercial e sempre acabo perdendo a mtv pública, ou qualquer vinheta idiota que podia até ser engraçada. Nas zapeadas é um pedaço de uma novela aleatória, um desenho, um clip idiota, um programa com legendas, qualquer coisa. Depois é voltar pro porgrama que eu estrava assistindo e zapear tudo de novo no próximo intervalo comercial.
Minha vida é cheia de intervalos comerciais, de momentos que eu não aguento mais esperar. Não aguento mais andar os cinco minutos que me levam até o ponto que me levam até a univervidade. Não aguento mais os quinze minutos dentro desse mesmo ônibus que me deixam na universidade. Não aguento esperar até o intervalo. Não aguento mais pegar dois ônibus e esperar até chegar em casa de volta. Não aguento mais o tempo que demora até chagar duas horas pra que passe alguma coisa que preste na televisão, e não aguento mais segurar o sono até meia noite e meia, todos os dias pra no fim, nada. Eu não aguento mais essa espera infinita por coisas aleatórias que não chegam nunca.
Dois anos e meio até terminar a faculdade. Duas semanas até a viagem. Três meses até as férias. Quinze minutos e você chega? Tudo bem, eu espero mais meia hora roendo a unnha do meu polegar esquerdo e fazendo cara de quem não está se importando. Eu vivo a minha vida toda roendo a unha do meu polegar esquerdo na espera de qualquer coisa que eu nem sei bem o que é. Términos, recomeços, oi como foi seu dia? Esperas são vazias, enchem os minutos de segundos infinitose se eu ainda conseguisse fazer alguma coisa enqaunto espero... Mas o nome é, espera. O que você quer ainda está pra chegar e não tem nada que preencha o espaço.
Minha vida é uma eterna espera. O que eu quero ainda está pra chegar e não tem nada que preencha o espaço.
Mas eu vou continuar esperando roendo o canto da unha do meu polegar esquerdo, fingindo não me importar enquanto meu chá esfria e toda a minha vontade de que chegasse já passou. No fim das contas é só uma sucessão de vazios aleatórios e impreenchíveis sem fim, e um pouco de cansaço pra completar o pacote.
Eu não aguento mais esperar, vou dormir que as unhas do meu polegar já acabaram e o vazio só está começando.
Dá licença, fui pegar um chá com bolachas de chocolate e já volto aqui pra botar meus pensamentos em ordem antes que meus olhos fechem.
Não creio que cafeína continue fazendo qualquer efeito. Meus olhos teimam em fechar assim mesmo. Depois do experimento " fique dias sem dormir" era meio natural que eu acabasse acabada e errando continuamente as letras desse teclado maldito. Mas eu acho que estou aqui pra falar de cansaço e espera. Eu acho, porque desde que eu nasci eu não tenho certeza de nada. nadinha. nunca.
Os intervalos comerciais tem me irritado profundamente. Eu não aguento mais esperar os cinco minutos, ou três, ou alguém sabe quanto dura o intervalo comercial? que demora pra recomeçar o meu programa. zapeio a tv continuamente em busca de qualquer coisa que não seja o intervalo comercial e sempre acabo perdendo a mtv pública, ou qualquer vinheta idiota que podia até ser engraçada. Nas zapeadas é um pedaço de uma novela aleatória, um desenho, um clip idiota, um programa com legendas, qualquer coisa. Depois é voltar pro porgrama que eu estrava assistindo e zapear tudo de novo no próximo intervalo comercial.
Minha vida é cheia de intervalos comerciais, de momentos que eu não aguento mais esperar. Não aguento mais andar os cinco minutos que me levam até o ponto que me levam até a univervidade. Não aguento mais os quinze minutos dentro desse mesmo ônibus que me deixam na universidade. Não aguento esperar até o intervalo. Não aguento mais pegar dois ônibus e esperar até chegar em casa de volta. Não aguento mais o tempo que demora até chagar duas horas pra que passe alguma coisa que preste na televisão, e não aguento mais segurar o sono até meia noite e meia, todos os dias pra no fim, nada. Eu não aguento mais essa espera infinita por coisas aleatórias que não chegam nunca.
Dois anos e meio até terminar a faculdade. Duas semanas até a viagem. Três meses até as férias. Quinze minutos e você chega? Tudo bem, eu espero mais meia hora roendo a unnha do meu polegar esquerdo e fazendo cara de quem não está se importando. Eu vivo a minha vida toda roendo a unha do meu polegar esquerdo na espera de qualquer coisa que eu nem sei bem o que é. Términos, recomeços, oi como foi seu dia? Esperas são vazias, enchem os minutos de segundos infinitose se eu ainda conseguisse fazer alguma coisa enqaunto espero... Mas o nome é, espera. O que você quer ainda está pra chegar e não tem nada que preencha o espaço.
Minha vida é uma eterna espera. O que eu quero ainda está pra chegar e não tem nada que preencha o espaço.
Mas eu vou continuar esperando roendo o canto da unha do meu polegar esquerdo, fingindo não me importar enquanto meu chá esfria e toda a minha vontade de que chegasse já passou. No fim das contas é só uma sucessão de vazios aleatórios e impreenchíveis sem fim, e um pouco de cansaço pra completar o pacote.
Eu não aguento mais esperar, vou dormir que as unhas do meu polegar já acabaram e o vazio só está começando.
10.8.08
prazer,
Gosto de nomenclaturas, de datas, de televisão.
Não fumo, bebo muito pouco e não vou às festas legais.
Sempre estou em casa depois da uma da manhã.
Tenho medo da palavra compromisso.
Tenho medo de mim mesma.
Não pintaria meu cabelo de colorido, nem mesmo de vermelho vivo.
Uso franja por ser testuda, e nada mais que isso.
Odeio resolver coisas e problemas. Deixo tudo que eu puder pra depois.
Eu não ligo muito em perder nada, nem pessoas.
Teria um gato, se eu não preferisse olhar a sacada sem tela.
Eu nunca mais fiquei na sacada.
Espero muito mais das pessoas do que elas podem me dar.
Me frustro, diariamente.
Sou melancólica.
Detesto que esqueçam meu aniversário. ou qualquer data comemrativa.
Eu não acredito que datas não representam nada.
Gosto das aparências.
Odeio ter que secar meu cabelo todos os dias.
Imito comportamentos e estilos.
Acho o Jude Law lindo e não tenho mais vontade de morar na inglaterra.
Decoro números de telefone com uma facilidade absurda.
Ninguém nunca foi a minha vida.
Gosto de rock brasileiro dos anos oitenta.
Não gosto de coisas moderninhas.
Ando com preguiça de ler. desenho mal.
virei designer por dinheiro.
agora quero o idealismo.
imprimo em papel reciclado.
me sujo enquanto como.
deixo as luzes acesas.
as coisas não são mais como eram antes.
rio alto, mas não sou feliz.
digo que preciso de inúmeras coisas sem as quais viveria bem.
gosto de telefonemas.
gosto de mensagens de texto.
gosto de visitas.
gosto de abraços mas nunca abraço ninguém.
sou absurdamente ligada à minha mãe.
sou absurdamente parecida com o meu pai.
sou intrinsecamente ligada à minha família.
durmo quando amanhece.
acordo tarde.
chego atrasada todos os dias.
gosto de cinema, mas só o básico.
meus personagens sempre fumam.
as problemáticas, pelo menos.
respeito, mas não aceito inúmeras coisas.
eu gostava tanto de futebol...
não gosto de meninos e meninas.
só de meninos.
não entendo quem gosta dos dois.
tenho medo do que o mundo vai virar.
quero ter dois filhos, um menino e uma menina.
everything is broken.
daqui há dois anos, eu não me imagino.
sou cristã, presbiteriana.
não acredito em mil coisas que a igreja prega.
mas acredito em Deus.
gosto de beatles, mas só o necessário.
não acho o radiohead tão foda assim.
assisto novela da globo.
discuto política.
não consigo terminar o livro do franz kafka.
sentaria num café pra conversar com o chico buarque.
deixaria passar o david bowie.
me perdi.
sou viciada em café e coca cola.
não gosto tanto assim de videogames.
odeio gente prepotente.
You're not that smart.
ninguém nunca é.
respeito as limitações das outras pessoas.
burrice me irrita.
falta de capacidade, não.
gosto muito de fotografia.
mas não detesto o photoshop.
não tenho paciencia pro laboratório PB
sei de quase tudo um pouco, e quase tudo mal.
odeio quem menospreza o trabalho dos outros.
posso ter p.h.d, mas espero nunca me portar como se eu soubesse muito.
entendo o só sei que nada sei.
sou normal.
gosto de gente esquisita.
depois me irrito com elas.
nasci pra conviver com normais.
gosto de tosquisses em geral.
fui no show do charlie brown jr.
e fiquei triste em saber que o engenheiros do hawaii acabou.
por mim, Los Hermanos que se exploda.
Notívaga.
só não gosto da vida noturna.
detesto cheiro de cigarro.
não tenho paciência pra gente bêbada.
não procuro bandas que não são conhecidas, é fato.
quando eu estava no colégio, eu era simplesmente uma menina normal.
hoje eu não sei quem eu sou.
po-ten-cial cri-a-ti-vo.
se for pra ter um porre, vai ser de vinho.
sinceramente, você pode se abrir comigo.
eu sinto saudades. tantas.
acho zeca baleiro mais romântico que chico buarque
preciso de validações.
gosto de falar sério às vezes.
sinto saudades.
estou com sono.
estou sempre com sono.
vou dormir sem ter revelado nem metade de mim.
prazer, eu também não me conheço.
Não fumo, bebo muito pouco e não vou às festas legais.
Sempre estou em casa depois da uma da manhã.
Tenho medo da palavra compromisso.
Tenho medo de mim mesma.
Não pintaria meu cabelo de colorido, nem mesmo de vermelho vivo.
Uso franja por ser testuda, e nada mais que isso.
Odeio resolver coisas e problemas. Deixo tudo que eu puder pra depois.
Eu não ligo muito em perder nada, nem pessoas.
Teria um gato, se eu não preferisse olhar a sacada sem tela.
Eu nunca mais fiquei na sacada.
Espero muito mais das pessoas do que elas podem me dar.
Me frustro, diariamente.
Sou melancólica.
Detesto que esqueçam meu aniversário. ou qualquer data comemrativa.
Eu não acredito que datas não representam nada.
Gosto das aparências.
Odeio ter que secar meu cabelo todos os dias.
Imito comportamentos e estilos.
Acho o Jude Law lindo e não tenho mais vontade de morar na inglaterra.
Decoro números de telefone com uma facilidade absurda.
Ninguém nunca foi a minha vida.
Gosto de rock brasileiro dos anos oitenta.
Não gosto de coisas moderninhas.
Ando com preguiça de ler. desenho mal.
virei designer por dinheiro.
agora quero o idealismo.
imprimo em papel reciclado.
me sujo enquanto como.
deixo as luzes acesas.
as coisas não são mais como eram antes.
rio alto, mas não sou feliz.
digo que preciso de inúmeras coisas sem as quais viveria bem.
gosto de telefonemas.
gosto de mensagens de texto.
gosto de visitas.
gosto de abraços mas nunca abraço ninguém.
sou absurdamente ligada à minha mãe.
sou absurdamente parecida com o meu pai.
sou intrinsecamente ligada à minha família.
durmo quando amanhece.
acordo tarde.
chego atrasada todos os dias.
gosto de cinema, mas só o básico.
meus personagens sempre fumam.
as problemáticas, pelo menos.
respeito, mas não aceito inúmeras coisas.
eu gostava tanto de futebol...
não gosto de meninos e meninas.
só de meninos.
não entendo quem gosta dos dois.
tenho medo do que o mundo vai virar.
quero ter dois filhos, um menino e uma menina.
everything is broken.
daqui há dois anos, eu não me imagino.
sou cristã, presbiteriana.
não acredito em mil coisas que a igreja prega.
mas acredito em Deus.
gosto de beatles, mas só o necessário.
não acho o radiohead tão foda assim.
assisto novela da globo.
discuto política.
não consigo terminar o livro do franz kafka.
sentaria num café pra conversar com o chico buarque.
deixaria passar o david bowie.
me perdi.
sou viciada em café e coca cola.
não gosto tanto assim de videogames.
odeio gente prepotente.
You're not that smart.
ninguém nunca é.
respeito as limitações das outras pessoas.
burrice me irrita.
falta de capacidade, não.
gosto muito de fotografia.
mas não detesto o photoshop.
não tenho paciencia pro laboratório PB
sei de quase tudo um pouco, e quase tudo mal.
odeio quem menospreza o trabalho dos outros.
posso ter p.h.d, mas espero nunca me portar como se eu soubesse muito.
entendo o só sei que nada sei.
sou normal.
gosto de gente esquisita.
depois me irrito com elas.
nasci pra conviver com normais.
gosto de tosquisses em geral.
fui no show do charlie brown jr.
e fiquei triste em saber que o engenheiros do hawaii acabou.
por mim, Los Hermanos que se exploda.
Notívaga.
só não gosto da vida noturna.
detesto cheiro de cigarro.
não tenho paciência pra gente bêbada.
não procuro bandas que não são conhecidas, é fato.
quando eu estava no colégio, eu era simplesmente uma menina normal.
hoje eu não sei quem eu sou.
po-ten-cial cri-a-ti-vo.
se for pra ter um porre, vai ser de vinho.
sinceramente, você pode se abrir comigo.
eu sinto saudades. tantas.
acho zeca baleiro mais romântico que chico buarque
preciso de validações.
gosto de falar sério às vezes.
sinto saudades.
estou com sono.
estou sempre com sono.
vou dormir sem ter revelado nem metade de mim.
prazer, eu também não me conheço.
soledad
às vezes eu fico pensando se essa coisa de sen-ti-men-to
de qualquer espécie, valor, tipo
desde as relações de amizade, de conveniência, amor e essas coisas todas
eu fico pensando se isso não é só uma maquiagem
para o fato inevitável de que nascemos e vamos
morrer sozinhos
e que necessidade de convivência é só um egoísmo que a gente tem
porque morre de medo de enlouquecer
na
solidão.
de qualquer espécie, valor, tipo
desde as relações de amizade, de conveniência, amor e essas coisas todas
eu fico pensando se isso não é só uma maquiagem
para o fato inevitável de que nascemos e vamos
morrer sozinhos
e que necessidade de convivência é só um egoísmo que a gente tem
porque morre de medo de enlouquecer
na
solidão.
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