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25.12.12

I want to break free

qualquer texto de libertação soa ridículo. hoje nem lembro quantas vezes abri aquela maldita página pra ver informações de coisas que não me dizem mais respeito. no fundo é o mesmo medo: medo de ter sido completamente esquecida, medo de não ter significado nada, medo de ter perdido. a conclusão é simples. não tem porquê nada disso. ele sempre esteve certo ao dizer que, se as coisas tiverem que vingar, vingam. no resto do tempo esteve ele vivendo a vida das maneiras que pôde e eu vivendo de mágoa do passado porque não podia pedir pra ele voltar (embora muitas vezes tivesse querido). o peso do orgulho é esse. se você nunca pode voltar atrás se reatroalimenta de raiva e rancor, de pedaço de vida jogado da outra pessoa, de suposição sem lógica. meu ano todo ferrado vivendo de lembrança e história de coisa que já foi. ele ali entranhado como se fosse tatuagem que não sai nem em trinta e duas aplicações de laser. tudo isso sem razão de ser, tudo isso e eu aqui, trancada em casa com medo da vida esperando que um dia tudo fosse vingar um telefonema, numa mensagem, num aviso em rede social. nada acontecerá. quando era tempo não resolvi e agora que seja. meu último texto foi a maior bobagem que já escrevi. meu último ano foi a maior bobagem que já vivi. eu espero que você seja feliz. quanto a mim, eu só quero me libertar. não te aguento mais sendo lembrança, idéia, sonho, paranóia, arrependimento; você é aquela mosquinha de dúvida no canto do meu ouvido, é a minha história feliz que acabou em tragédia, é a minha grande culpa. você é a minha memória mais viva e a minha maior loucura. você é a lembrança que não me deixa viver, é o quase amor que eu não esqueci, é a minha tragédia russsa é o meu horror. você já foi a melhor e hoje é a pior parte de mim. e você não tem culpa. e ninguém tem culpa. eu só quero te esquecer. eu só quero te esquecer de vez, I want to break free.

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